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A mulher mais poderosa do mundo

Antes da Forbes divulgar o ranking, eu já tinha certeza. Aliás, essa matéria com Angela Merkel já estava pronta desde o começo de Maio com o mesmo título desse post: A mulher mais poderosa do mundo. Publicado hoje, 2 de junho, no Correio do Povo, o texto original sofreu algumas modificações: Tinha que ficar mais com cara de jornal e menos de revista. Nada de cortes, só “mexes”.

Meu principal objetivo durante o IJP era entrevistar Angela. Não consegui. Nada mais óbvio. Mas tive a chance de entrevistar Steffen Seibert, porta-voz do governo alemão (olha esse post aqui). O rápido bate-papo com Seibert serviu para confirmar a pesquisa que eu fiz por mais de um mês, que resultou nesse texto.

Correio do Povo, 2 de junho de 2013, página 8

Correio do Povo, 2 de junho de 2013, página 8

Cheguei a ir à casa de Angela um dia especialmente para fotografar. Claro que perdi as contas de quantas vezes passei por aquele prédio amarelo em frente ao Spree, mas só arrisquei fazer fotos uma única vez. Tem mesmo guardas cuidando a movimentação na calçada. Implicam até se você ficar muito tempo parada apenas observando. Reclamações, é claro, sem agressividade: Tudo mais em tom de sugestão do que ordem.

No e-mail que havia enviado para meus chefes com essas fotos, quando ainda estava na Alemanha, escrevi: “Fotos da casa de Merkel em anexo. Quase fui presa!”. Foi engraçado ler isso novamente e lembrar-me do dia que estive lá. Saí mais cedo do trabalho, estava nublado e querendo chover. Aproveitei que os guardas estavam de papo com a garçonete de um bar na esquina do prédio e fui conferir a campainha. Estava lá: Prof. Dr. Sauer, o marido de Angela.

Na fileira da esquerda, o sexto botão de baixo para cima é o da casa dela

Na fileira da esquerda, o sexto botão de baixo para cima é o da casa dela

Os guardas logo viram que eu estava ali nos botões futricando e começaram a caminhar na minha direção. Atravessei a rua e fiquei com cara de paisagem encostada na grade de proteção que interdita um pedaço da calçada à margem do Spree: Estão construindo uma nova entrada para o Museu do Pérgamo.

Fiz mais algumas fotos, quando um dos guardas cruzou a rua. Ele nem precisou falar para me intimidar. Dei uns passos para trás e fotografei o museu para disfarçar. Acontece que eu poderia dizer que sou jornalista e estava fazendo uma matéria blábláblá. Mas como eu não achei muitas fotos da casa de Angela Merkel na internet, me coloquei a pensar: Será que a mídia não tem interesse em publicar isso ou é tão difícil de conseguir uma autorização para as fotos que desistem?

Preferi não indagar o guarda. Dei uma disfarçada, fiz mais algumas fotos e segui meu rumo.

O prédio amarelo é o dela

O prédio amarelo é o dela

As obras na calçada do outro lado da rua. Da janela de casa, Angela enxerga o Spree e a Ilha dos Museus de Berlin

As obras na calçada do outro lado da rua. Da janela de casa, Angela enxerga o Spree e a Ilha dos Museus de Berlin

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Herr Steffen Seibert

Ele já foi ancora de um dos principais telejornais da Alemanha, mas hoje diz que está super contente e honrado em ocupar o cargo de porta-voz do governo de Angela Merkel. Há algumas semanas, conheci o vice-diretor da editoria de Política de um dos maiores jornais alemães. Ele me aconselhou: “Antes de falar com Steffen Seibert, dá uma olhada numa foto dele de uns tres anos atrás”. Segundo esse jornalista, eu poderia notar o quão “acabadaco” (desculpa pela falta de cedilhas!) Seibert está.

Apesar dos 52 anos, Seibert está mais para quarentão elegante. Aliás, creio que todas as pessoas na Alemanha aparentam ter em média uma década a menos da idade que realmente tem. A justificativa mais plausível que ouvi foi: “Quando se coloca carne numa geladeira, ela não fica velha”. Faz sentido.

Enfim, estava tentando essa entrevista há semanas. Uma colega chilena que intermediou o contato e conseguiu os minutos tão aguardados. Seriam 30, mas a conferencia da qual participou antes durou mais do que o previsto. Seibert concedeu 15 minutos.

Eu, uma colega chilena, outra brasileira e uma boliviana sentamos em uma mesinha do café da Bundespressekonferenz com Seibert. Fizemos uma breve apresentacão sobre quem éramos: “Jornalistas latino-americanas que participam de um programa chamado IJP”. Ele sorriu enquanto dizia “o que voces querem saber?”. Antes de comecarmos as perguntas, certificou-se: “Isso é apenas uma conversa, certo? Não é entrevista, certo?”. Ou seja, tudo em off.

O papo foi em ingles. Ele comecou perguntando se entendemos alguma coisa do que falaram na conferencia, que durou cerca de uma hora e da qual também participamos. Ele fez um breve resumo de 30 segundos, dizendo que falaram sobre impostos e crise europeia. Seibert respondeu todas as nossas perguntas sem pestanejar. Não “se fez” ou foi vago, apenas certeiro e pontual.

Ele comentou sobre a relacão de Dilma Rousseff com Angela Merkel. Falou sobre as eleicões de setembro, justificou algumas posturas da chanceler e comentou algo sobre o novo partido fundado na Alemanha em meados desse mes, o Alternative für Deutschland (AfD). Apesar de não poder publicar nossa conversa, tive a certeza que estou cada vez mais por dentro da política alemã. Aliás, Seibert perguntou qual de nós escrevia sobre Política, e eu fui logo respondendo: “Eu escrevo SOMENTE sobre política”. Foi depois disso que ele falou sobre Dilma e Merkel.

O saldo da pseudo-entrevista – e de outras tantas convsersas que tive com alguns membros do governo e jornalistas alemães de política – renderam muitas linhas numa matéria sobre a chanceler e as eleicões de setembro. Apesar de estarmos apenas esbarrando em maio, desde que os principais partidos alemães definiram seus candidatos à Chanceleria, no final do ano passado, o debate já comecou. Pelo menos, na mídia.

Seibert na conferencia que comeu 15 minutos do nosso encontro

Seibert na conferencia que comeu 15 minutos do nosso encontro

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A segunda vez que vi Angela Merkel

Estar nos mesmos lugares que Angela Merkel, para mim, tornou-se uma obsessão. Quando comecei a rascunhar quais pautas gostaria de desenvolver aqui na Alemanha, Merkel estava em praticamente todas. Todas as vezes em que encontro jornalistas por aqui, vou logo perguntando se sabem onde ela estará, como faco para entrar, peco opiniões pessoais sobre o que acham da chanceler alemã.

Angela é a mulher mais poderosa do mundo. Indiscutível. Apesar de ser um pouco conservadora para o meu gosto, acabei por meu tornar uma espécie de fã: sempre achei que transmitia uma energia boa quando a via na TV. Hoje, depois de ve-la pessoalmente duas vezes, acho mais: ela é piadista, sorridente e não me parece ser muito restritiva quanto a protocolos.

Hoje pela manhã, fui ao Bundestag, o parlamento alemão. Para me credenciar, telefonei a um jornalista que me indicaram. Ele, além de me contar um pouco sobre suas experiencias na presenca da chanceler, me orientou como fazer meu credenciamento. Enviei alguns documentos por fax na tarde de ontem, e hoje cedo passei no escritório de acreditacão da imprensa para retirar meu crachá – o qual perderia momentos depois.

Às nove horas EM PONTO, tocou uma espécie de campainha no plenário do parlamento, e eis que surge a chanceler, acompanhada do vice chanceler, Philipp Rösler, que também é ministro. Eu nem a vi entrar, porque fiquei um bocado tensa com aquela campainha e movimentacão simultanea. Enfim, lá estava ela. De novo. De casaquinho verde e bolsa vermelha (combinacão horrorosa, mas ainda continuo fã). Angela deve ter ficado uns 30 minutos na sessão que debatia infraestrutura enérgica da Alemanha. Eu não tirei os olhos dela.

Entre mexidas no celular, ela levantava para conversar com algum parlamentar. Deu uma risadinha discreta quando o vice-chanceler fez uma espécie de piada ao falar na tribuna (aqui digo “espécie de piada” porque não estou muito por dentro do senso de humor germanico para entender certas colocacões). Após o término da fala do vice, Angela pegou a bolsa e deixou o plenário. Eu pensei: “Vou atrás para falar com ela”. Cheguei a me movimentar para isso, mas pensei novamente: “Cara, é melhor eu conhecer o lugar como a palma da minha mão primeiro antes de tentar chegar perto dela”. Angela está sempre cercada por mil homens de preto. Eu preciso de um plano para me aproximar. Por enquanto, vou visitar o Bundestag seguidamente, especialmente quando a chanceler tiver agenda lá, para tentar a sorte. Logo penso em algo menos babaca.

Angela Merkel e Philipp Rösler (chanceler e vice, respectivamente)

Angela Merkel e Philipp Rösler

O parlamento alemão é bem moderno. Todas as portas de vidro abrem automaticamente, sem precisar tocar na macaneta. O carpete é bem novinho, e as poltronas onde sentam os parlamentares parecem terem sido recém colocadas. Tudo é muito organizadinho, e devem haver milhões de segurancas disfarcados, pois não vi nenhum uniformizado. Quando tentei abrir uma porta onde estava escrito “não abra” tocou um alarme e já veio alguém perguntando o que eu queria ali. Disse apenas: “Eu não entendo alemão, sorry”. (Cara de pau master). Queria ter ido à cúpula de vidro, mas me disseram que não poderia porque estava fechada: “é o mau tempo, a neve, mäadchen”. Voltarei outro dia.

Bundestag

Bundestag

Na hora de ir embora, deveria entregar o crachá de imprensa na porta de saída. Foi só aí que me dei conta que o tinha perdido. Expliquei ao seguranca o ocorrido, e ele disse que eu deveria ir à polícia do parlamento relatar o caso. Eu argumentei que não precisava do crachá, era just for one day. Ele insistiu.

A credencial de imprensa quando ainda estava sob minha posse

A credencial de imprensa quando ainda estava sob minha posse

Lá fui eu na sala da polícia (e não é seguranca, é polícia mesmo!) contar o sucedido. O policial pediu para eu lhe dizer por quais lugares havia transitado. Fui falando: “plenário, banheiro, escadaria tal, elevador, blablabla”. Ele pediu meu passaporte e leu meu nome no rádio. De repente, estava todo mundo falando em alemão ao mesmo tempo, com meu nome, “Fernanda”, no meio das frases. Eu perguntei: “Ist das eine Große Probleme?” Ele respondeu que não era um problemão, mas que teriam que localizar o crachá antes de eu deixar o prédio. Fiquei ali na sala da polícia aguardando alguém falar meu nome no rádio novamente.

Uns dez minutos depois, veio o policial, que, by the way, era super simpático, me dizer que eu estava liberada. Tinham achado o tal do crachá. Fui escoltada até a porta e deixei o Bundestag com um pedido de desculpas.

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Angela Merkel ao vivo e a cores

Um dos meu objetivos, desde que fiquei sabendo que viria para a Alemanha, era ver Angela Merkel de pertinho. Na semana passada, durante um passeio turístico, eu já havia visto a casa onde a chanceler mora. Um apartamento simples, de fachada amarela, a beira do Spree – o rio que atravessa Berlin. Ela tem vizinhos e não recebe benefícios do governo para pagar as despesas com moradia. Fiquei sabendo que a residencia é própria, mas, provavelmente, como qualquer pessoa, ela paga contas de água, luz, telefone, internet, gás e aquecimento ao final de cada mes.

Enfim, meu encontro com a doutora Merkel não foi bem um encontro. Eu fiquei a mais ou menos uns 10 metros de distancia dela, durante seu discurso de abertura na ITB, ontem a noite. A ITB é uma das maiores feiras de turismo do mundo – isso se não for a maior. Ela falou um pouco sobre as relacões entre a Alemanha e a Indonésia, o país homenageado da feira esse ano. Aliás, no próximo ano, será o Brasil quem será homenageado. Essa foi a primeira vez que a Angela participou da abertura da ITB. Talvez por ser ano eleitoral, e ela querer se reeleger. Enfim, o importante é que ela foi e eu a vi. Ao vivo. A cores.

Obviamente, tentei elaborar um plano de aproximacão. Mais obviamente ainda, eu não consegui colocá-lo em prática. Ao contrário da maneira como chegou, Angela se foi sem eu ao menos perceber por qual porta saiu. Aliás, estávamos todos no auditório aguardando sua chegada quando as luzes se apagam e um vídeo inicia no telão. Motos se aproximavam em forma de “V” do ICC, centro de convencões onde ocorre a ITB. Logo atrás, carros pretos com a bandeirinha da Alemanha de um lado e a da UE na outra ponta. Estacionaram e eis que ela surgiu: de blazer vermelho e calcas pretas. Igualzinha ao que eu tinha já visto tantas vezes na TV. Ela cumprimentou algumas meninas fantasiadas com as roupas tradicionais da Indonésia, posou para fotos com o presidente daquele país e se dirigiu ao auditório onde todos a aguardavam. Foi ovacionada quando entrou.

Assistimos a algumas apresentacões de danca e música indonesa, ouvimos a fala do presidente da ITB, do prefeito de Berlin e do presidente da Indonésia. Por fim, ela subiu a tribuna. Eu mal consigo me lembrar do discurso, pois estava, com uma mão, gravando com o celular. Aliás, ora gravava, ora fotografava. Na outra, caneta em punho e algumas anotacões no bloquinho. Em um dos ouvidos, fones para escutar a traducão simultanea em espanhol. O outro ouvido estava sem: eu queria escutar a voz dela. Aliás, o alemão da doutora Merkel, que antes de ser chanceler lecionava Física na Universidade, é super fácil de se compreender. O marido dela ainda é professor universitário, de Química.

sie :)

sie 🙂

Auditório lotado na cerimonia de abertura da ITB 2013

Auditório lotado na cerimonia de abertura da ITB 2013

Após a solenidade, fomos todos convidados a seguir para um salão onde seria servido um jantar indoneso. Havia filas enormes para chegar ao buffet de carne de cobra, saladas apimentadas, biscoitos de formato engracado e carne crua. Aliás, a tal da carne crua (ou melhor, praticamente crua) foi minha parte principal. Comi dois pedacos antes de meter um pedaco de pimenta vermelha na boca. Aliás, um BAITA pedaco. Pensei que fosse tomate-cereja ou pimentões cortadinhos. Que nada. Garganta ardendo, olhos cheios de lágrimas e nariz a escorrer. Sou um bocado alérgica a coisas muito apimentadas. Parei de comer na hora. Precisava de uma Coca-Cola para fazer aquilo ir embora. Acordei hoje sentindo o gosto da pimentinha indonesa na boca.

Servico:

ITB Berlin
Feira de Turismo
De 6 a 10 de marco de 2013
Endereco: Messedamm 22
Ingressos a partir de 8 euros

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O primeiro dia no die tageszeitung – parte 2

Após almocar com a Doris, meu contato aqui, tudo ficou mais claro. Adquiri um cartão na cantina, que custa 7 euros reembolsáveis, para consumir qualquer coisa com preco de funcionário, ou seja, 50% de desconto. Ainda não tenho meu próprio login e estou me auto-pautando. Amanhã acontecem duas coisas importantes por cá: um evento da Embratur de apresentacão da Copa no Brasil para os alemães e a abertura da ITB, onde estará Angela Merkel, às 18h. Já consigo me imaginar berrando: “Angela, sprechen mit mir! Ich komme aus Brasilien!” Penso também em aplicar um “wir lieben dich” para conseguir trocar uma palavrinha. No entanto, já sei que vai ser difícil pacas e vai haver centenas (ou milhares) de jornalistas lá.

Meu chefe não está hoje. Mas a subeditora, que chama-se Beate, é bem simpática, apesar de não ter me dado trabalho. A rotina de redacão é um bocado diferente cá. Para comecar o die Taz não é um jornal comum. É uma cooperativa jornalística que se auto-denomina independente e “contrária aos grandes monopólios que atuam sobre a opinião pública”, ou seja, são um tanto quanto “inimigos” da Axel Springer, o maior conglomerado de mídia alemão, que fica logo aqui, dobrando a esquina.

Além da cafeteria, que serve um almoco delicinha por apenas 4 euros, há uma cozinha no jornal, com microondas. Há café, chá, achocolatado e leite disponível para os jornalistas. Como o jornal fica ao lado de um dos mais badalados pontos turísticos de Berlim, é provável que comer em outros restaurantes seja mais caro. Aliás, eu só paguei 4 euros pq trabalho aqui, senão pagaria o preco normal: 8 euritos. Uma coisa engracada é que alguns gostam de escrever de pé. Isso mesmo. As mesas são ajustáveis para ficar sentado ou trabalhar em pé. Entretanto, a minha mesa é um bocado mais antiga e só posso ficar sentada criando barriga 😛

Pedi gentilmente para que todos falem comigo apenas em alemão. Acaba sendo normal às pessoas me responderem em ingles, já que eu pareco uma analfabeta falando alemao. Mas isso vai melhorar. Já estou bem melhor se comparar com meu primeiro dia em Berlim. Aliás, uma dúvida que não quer calar: BerliM ou BerliN?

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Ajustando os ponteiros

A primeira coisa que  fiz quando soube que era uma das jornalistas selecionadas para participar do Internationale Journalisten Programme 2013 foi adicionar o horário de Berlin ao meu celular. Enquanto o Brasil estiver no horário de verão  – que termina em 17 de fevereiro, um dia antes do meu embarque – são três horas de diferença, ou seja, no dia 18 de fevereiro  serão quatro. Já o horário europeu de verão, que começa no final de março, vai fazer com que essa diferença seja elevada a cinco horas.

Relógios configurados

Relógios configurados

Tudo começou em agosto – ou, talvez, em julho – quando decidi me inscrever em uma espécie de programa de intercâmbio para jornalistas. O programa é financiado por uma associação alemã e conta com o patrocínio de algumas empresas privadas. Basicamente, por cerca de dois meses jornalistas latino-americanos trabalham em algum veículo de imprensa alemão, enquanto que jornalistas alemães vêm trabalhar na mídia brasileira. Depois de encaminhar os documentos que pediram – entre eles, uma carta de intenções auf Deutsch e algumas reportagens publicadas de minha autoria -, fui chamada no consulado da Alemanha em Porto Alegre para uma entrevista. Respondi a praticamente tudo em alemão, apesar de isso não ser totalmente necessário, pois as entrevistadores, apesar de alemãs, falavam português fluentemente.

Uma das perguntas foi: “Qual personalidade alemã viva você gostaria de entrevistar?”. Não pestanejei: “Angela Merkel”. Ela riram. “Você sabe o quão difícil é entrevistar a Angela Merkel?”, me peguntaram. Dei de ombros e disse: “Olha, nada é assim tão impossível.” Nesse momento cheguei a pensar que deveria ter dito “quero entrevistar o Daniel Brühl”, que deve ser algo mais fácil de se arranjar, mas, enfim, falei o que estava na ponta da língua.

A boa notícia chegou no feriado de 15 de novembro. Eu estava entre as seis selecionadas da América Latina. Mais tarde, quando voltei ao consulado  para encaminhar o visto, soube que pelo menos vinte jornalistas gaúchos tentaram o programa. Foram muitos no Brasil inteiro. Somente eu e outra brasuca, uma jornalista do O Globo, fomos selecionadas.

Serviço:

Consulado Geral da República Federal daAlemanha

Rua Prof. Annes Dias, 112 / 11º andar

Porto Alegre – RS

Fone: (51) 3224.9255

Site do Consulado

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