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Turistando por Berlin

É possível conhecer Berlin em dois dias. Claro que ficar uma ou duas semanas por aqui seria bem mais proveitoso, até porque a capital alemã tem programacão para uma vida inteira. Para quem gosta de museus, tem uns 1.500 aqui. Ou mais. A ilha dos museus concentra os mais famosos, mas eu recomendaria outros, como o Jüdisches Museum ou o Topographie des Terros (aquele que eu escrevi uma matéria sobre). Aqui tem também o famoso museu de cera Madame Tussauds, para quem gosta.

O Jardim Zoológico, o Parque do Muro (Mauer Park) e o Tiergarten também poderiam ser colocados na lista de quem tem tempo para ver um pouco mais do que o óbvio. Nos domingos, tem uma feirinha no Mauer Park que vende um monte de coisa: desde tranqueiras inúteis, até coisinhas feitas com material reciclado. Recomendo, mas em dias de sol. Quando chove ou neva, o chão fica um nojo. Se está muito frio, congela-se.

Os passeio óbvios são óbvios. Portão de Brandemburgo para a foto clássica, Alexanderplatz para conhecer o “meião” de Berlin – e ver a Torre da TV (custa 12 euros para subir). Dá para passar ainda no Monumento do Holocaustro, que tem um museu subterraneo, e no Sony Center, onde fica o cinema com filmes em idioma original (sim, a maioria dos cinemas aqui passa filmes dublados). Não sei porque as pessoas colocam no roteiro turístico o Sony Center e a Postdamer Platz. Não há nada demais lá. Uns pedacos de muro. Só. Ah, tem cinemas. Mas só. Mesmo.

Torre da TV

Torre da TV

Monumento do Holocaustro

Monumento do Holocaustro

Para quem está com preguica de caminhar, existem duas linhas de onibus “normal” que fazem trajetos turísticos. O 100 e o 200. A passagem custa 2,4 euros. As duas linhas fazem roteiros diferentes, mas ambas cruzam a Unter den Linden, a avenida mais importante daqui. A Unter comeca no Portão e termina na Alex. As embaixadas e prédios do governo ficam nos arredores. A Humboldt Universität, palco da grande queima de livros em 1933, fica na Unter. Uma das entradas para a ilha dos museus também.

Para quem quer conhecer o Bundestag, é preciso registrar-se online primeiro. Dizem que vale a pena subir no arco de vidro que fica acima. Eu não posso afirmar se é uma coisa indispensável ou não, pois ainda não tive a chance de ir lá – estava fechado por causa do mau tempo. Creio que a visita é gratuita, mas tem que conferir no site deles quando da reserva se isso é válido para todos os tipos de tour. Para quem quiser só espiar o prédio por fora, basta pegar o bus 100. Passa mesmo em frente.

Bundestag

Bundestag

O meu ponto turísticp preferido é o Checkpoint Charlie. Está sempre movimentado (eu o observo todos os dias porque fica em frente ao meu trabalho). Tem um museu do muro – assim como há vários outros com esse tema espalhados pela cidade. Dá para carimbar o passaporte por 5 euros com stamps da antiga Alemanha dividida. Dá também para comprar um pedaco do muro. Dizem que é original. Duvido.

Checkpoint Charlie

Checkpoint Charlie

Recomendaria ainda, aos que tem tempo, visitarem a antiga prisão de inimigos do regime político no tempo da Guerra Fria. Nome difícil (Gedenkstätte Berlin-Hohenschönhausen), mas vale o passeio. Os guias do local são ex-prisioneiros. Quando eu fui, nosso guia era um cubano que vivia em Berlin oriental e foi preso por planejar fuga para o oeste. Ficou cerca de dez dias ali e foi deportado para Cuba. Ele contou diversas histórias de tortura e do funcionamento da prisão. Ainda conversam estrutura e objetos originais.

Prisão Stasi

Prisão Stasi

Por fim, para quem tiver pique e vontade, saia a noite. Berlin tem milhões de festas todos os dias, especialmente aos finais de semana. Evitaria Warschauerstraße, que é onde todos os estrangeiros acabam por ir. Tente Kreuzberg. O meu lugar preferido para iniciar a noite é o Mein Haus am See. Por mim, iria todos os dias lá, até porque, é 24 horas. Como eles mesmo se definem “IT´S NOT A BAR, ITS NOT A CLUB, ITS SOMETHING SEXIER IN BETWEEN”. Melhor música eletronica que ouvi em Berlin – e olha que andei em algumas-muitas festas eletronicas por aqui já. Para beber? Moscow Mule. Para quem está com sono e quer algo mais saudável do que misturar energético com qualquer coisa: Mate Vodca. No Haus am See sempre acaba-se conhecendo alguém que sabe de alguma festa e pronto: Inventa-se a noite.

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Eu poderia ter morrido

“Tu tem sorte de nao ter morrido”, disse Marina durante nosso jantar, sábado a noite. Eu acabara de a conhecer. Algumas horas antes, trocamos algumas palavras em frente ao Portão de Brandemburgo. Ela me perguntou: “Tu é jornalista?”. Eu disse que sim. Uma meia hora depois, convidei-a para uma lenta volta turística pela cidade, já que ela e a amiga só ficariam mais 24 horas em Berlim. Lenta porque meu joelho não está 100% desde que torci o quatríceps e rompi alguns ligamentos.

Andamos por Berlim até os pés delas ficarem molhados demais para continuarmos. Uma coisa que aprendi por aqui é que as botas sempre devem ser as melhores. A grossura do casaco e do cachecol pouco importa. Se os pés estiverem quentes, dá para enfrentar temperaturas negativas sem pestanejar. Paramos em um restaurante, em Hackescher Markt. Não o escolhemos, entramos rapidamente no primeiro que as duas enxergaram. “Não é só a bota que está molhada, minhas quatro meias também estão”, disse Elisa, a companheira de viagem de Marina.

Já na mesa, pedimos comida e bebida. Para variar, desatei a falar sobre os últimos acontecimentos da minha vida. Entre eles, o joelho. Naquela noite, eu havia pré-combinado uma festa com um amigo alemão. Estava ainda na dúvida sobre ir ou não por causa do “pequeno problema” que me faz mancar diariamente Berlim afora. No entanto, sempre fui daquelas sem tempo ruim: para derrubar minha empolgacão, só uma segunda-feira de alagamentos e umidade a 94% em Porto Alegre. Ponderei por uns momentos e disse: “Vamos na festa, gurias?”. As duas se olharam com aquela cara de quem gostaria de aceitar o convite mas sabe que não deve. “Nós estamos a 40 horas sem banho, dormimos noite passada no trem e queremos visitar o Chechpoint Charlie amanhã cedo”, responderam, não em coro, mas sintonizadas. Ela partiriam para Bremen às 16h de domingo. Aceitei o fora, em especial porque me solidarizei com a parte do banho – se eu fico 24 horas sem lavar meu cabelo, tenho vontade de morrer.

Na sequencia, veio a pergunta, que não foi bem um questionamento, mas um conclusão após ouvir alguns minutos de tagaleramento de minha parte. Por primeiro, Marina disse: “Mas como tu foi fazer isso com o joelho?”. Logo após eu dar um pequeno sorriso de canto de lábio, ela concluiu sozinha: “Tens é sorte de não ter morrido”. Dessa vez, fui eu que fiquei em silencio, martelando a frase na minha cabeca. Percebi que ela tinha razão. O problema no joelho me parece mais um freio para eu me cuidar. Não que eu seja irresponsável ou completamente sem nocão, mas eu sei muito bem que não respeito meus limites – tanto que fiquei 20 dias andando por aí com ligamentos rompidos/doloridos/inflamados. Se existisse um termo para me definir seria lifeholic.

Enfim, fato é que eu fui na tal da festa. Depois do jantar, as acompanhei até a Alexander Platz para tomarem o U-Bahn adequado. Segui para casa sozinha. Com dor de cabeca. Foi a primeira vez que tive isso aqui. Horrível. Creio que culpa do vento. Tomei aspirina, que é a única coisa que consigo comprar sem receita na farmácia, e fui dormir. Descansar das 21h à meia-noite me pareceu uma boa ideia, no entanto, como existe a opcão “soneca” no despertador, meus planos quase naufragaram. Meia-noite e meia acordo com meia hora para estar na porta do lugar. Seria impossível se eu tivesse que arrumar o cabelo, maquiar e escolher roupa por horas. Apenas meti a primeira coisa que vi, seguido de duas pinceladas de preto no olho. Saí de casa.

Congelei meus pés por 40 minutos na fila antes de entrar no Naherholung Sternchen. Tinha neve no chão. Aliás, neve não, gelo. Pensei que nunca mais voltaria a ter circulacão sanguínea nos dedos dos pés, mas, confesso, por nenhum momento passou pela minha cabeca pensamentos como “eu poderia estar dormindo”. Não, eu não posso dormir num sábado a noite em Berlim. Já dormi em alguns, mas isso é algo a ser evitado.

Não encontrei meu amigo. Entrei na festa lá pela 1 e meia. Ele ainda nem tinha chegado. Aliás, enfrentaria a mesma fila que eu para entrar. Como sempre, tive sorte. Encontrei duas amigas na festa. Mais tarde, encontrei outro cara que conheci esses dias em um bar. A parte azarada foi que, apesar da música ser boa, eu fiquei boa parte da noite sentada. Não aguento muito tempo de pé. Tenho que colocar o joelho para cima.

O Naherholung Sternchen é uma espécie de casinha com um porão gigante que fica em Mitte, o “meio” de Berlim. Tem duas pistas de música eletronica, uma mais agitada com gente sacudindo tipo louca, e outra para cristãos – se é que isso existe em um lugar como esse. É permitido fumar. Aliás, fumar qualquer coisa. O preco da bebida é o normal: cerca de 6 euros para uma mistura de vodca, cervejas a 2,5. Os olhos lacrimejam um pouco na pista de danca por causa da fumaca. Aliás, as coisas ficam um bocado nubladas lá dentro, como se uma grande nuvem pairasse sobre o espaco. O lugar parece destruído e mal cuidado, como a maioria das danceterias berlinenses. Paredes mal pintadas, sofás detonados. Apesar disso, os banheiros, como sempre, seguem o padrão alemão: limpinhos e com papel. Todo mundo danca, muito, o tempo todo.

Lá pelas 3 e tal, meu amigo alemão me envia uma mensagem: “Entrei. Onde tu tá?”. Esse tipo de recado sempre resulta em duas pessoas procurando uma pela outra com a certeza que vai resultar em nada. Avisei que estava no bar, mas já não estava mais lá quando ele leu a mensagem. Enviou outra, mais tarde, dizendo que não me viu. Obviamente, não nos encontramos. Deixei a festa às 4h, de táxi. Outro amigo me enviou mensagem no domingo, às 11h da manhã. “Onde tu tá?”, questionou. Eu, em casa, respondi exatamente isso. E ele: “Eu acabei de sair da festa”.

Servico:

Naherholung Sternchen
Berolinastraße 7
10178 Berlin / Mitte
(Ubhf- Schillingstraße hinter Kino International / Rathaus Mitte)

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Correio do Povo: “Museu rememora os horrores do nazismo”

Visitei o “Topographie des Terrors” sem imaginar que poderia publicar algo sobre o museu. Eu estava com um pouco de dores por causa dos problemas no joelho e não pude caminhar por muito tempo. Disse ao amigo que estava comigo que iria sentar um pouco. Acabei por perguntar na recepção se havia assessor de imprensa, e ele veio prontamente me atender. Conversamos um pouco sobre o museu, e achei que valia a pena escrever sobre. Marcamos a entrevista para o dia seguinte, quarta-feira, 20 de março, às 15h.

Foi assim que nasceu o texto abaixo, publicado na edição desse domingo do Correio do Povo. As fotos foram feitas na sexta-feira, 22.

CP, 24 de março, pg. 7

CP, 24 de março, pg. 7

Servico:

Topographie des Terrors
Niederkirchnerstraße 8 (muito perto do Check Point Charlie)
10963 Berlin
Aberto todos os dias das 10h às 20h
Entrada gratuita

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O dia em que fui barrada no baile

Sexta-feira, dia de noite forte nos quatro cantos de Berlin. Eu e dois amigos brasucas decidimos encarar a fila da Berghain, um dos clubes mais famosinhos da cidade. Para chegar lá, de transporte público, foi um bocado complicado. Primeiro porque o Google mais ou menos nos mentiu onde era, então tivemos que descer na estação do S-Bahn (strasse bahn, o metro que anda “por cima”) e caminhar uns dois quilômetros. Fora o frio, beleza. Eu estava sem salto mesmo.

No caminho, estávamos jogando conversa fora para não morrer de frio, e juvenil lembrou que saiu de casa sem documentos. KEINE AUSWEISE! Isso é um grande problema por aqui, porque quase todos os clubes pedem identidade, passaporte, qualquer coisa que diga qual a sua idade. Enfim, seguimos em frente, pois sabíamos que seria super difícil de entrar, já que aqui eles escolhem as pessoas. Sim, ELES ESCOLHEM AS PESSOAS!

Avistamos o casarão antigo, do estilo “a guerra não acabou” e entramos na fila. Estava cheia de japas, gringos diversos e gente esquisita. Começamos a observar as pessoas, falando português baixinho, para não chamar atenção. Queríamos descobrir que tipo de gente era barrada e quem entrava. Por fim, soubemos da pior forma.

Tinha um anão na nossa frente. Ele estava sozinho. Eu comentei com um dos amigos: “Bah, certeza que o anão vai se fuder!” Que nada, o anão entrou. Chegou a nossa vez. Aliás, antes de nós, uns espanhois tinham sido barrados e ficaram discutindo com os seguranças que tinham mais do que 3×3. Mais gente foi barrada na nossa frente. Aliás, de umas dez ou quinze pessoas na nossa frente, só o anão entrou. Bem, chegou a nossa vez. O segurança se dirigiu a mim: “Zwei?”. E eu disse que não, éramos três, afinal. Ele deu uma olhada na minha cara, olhou os dois que estavam comigo. Por fim, deu uma bizoiada na fila e fez que não com o rosto. Na boa, me senti mal. Enquanto estava na fila, parecia que o Schindler (aquele da lista) estava na ponta escolhendo quem salvaria da câmara de gás. Afinal, morri asfixiada.

Ao invés de ir para casa, seguimos para outra festa, a Matrix. Ela é bem popular entre os estrangeiros, mas os alemães não curtem muito. Para saber o estilo de uma balada por aqui, eu sempre costumo pergunta se toca Black Eyed Peas. Porque, se toca isso, toca até Naldo. Assim também dá pra distinguir as baladas somente eletrônicas, das que tocam “músicas cantadas”. Enfim, a Matrix fica numa estação desativada de metro. Tem uma galera bebendo nos arredores, um lugar sinistro, cheio de becos. Se fosse no Brasil, JAMAIS eu encarava um pico desses.

Na fila da balada, encontramos uns amigos de amigos. Nosso grupo aumentou para sete. Éramos quatro brasucas, uma sueca e dois suíços. A sueca e a suíça foram a frente. O cara pegou a suíça, que se chama Marie, pelo braço e disse algo como “aqui não aceitamos drogados. RAUS!” A menina estava um bocado bêbada, com olhos baixinhos, mas não havia usado drogas, creio eu. Na mesma, eu não entraria ali porque estava sem documentos. O cara da porta, depois de expulsar ela, foi logo gritando: “AUSWEISE, BITTE”. E eu, de qualquer forma, não tinha.

A tentativa número três foi uma balada que fica ali nos arredores, chama-se Watergate. Andamos um quilômetro até lá, o que, para os berlinenses, é perto demais. Enfim, o problema é que tinha uma fila gigante. Além disso, duas pessoas tinham menos de 21 anos, e eu estava sem documento para provar que era mais velha do que isso. VIELEN PROBLEMEN. Desistimos.

Daí o suíço que estava conosco teve a brilhante ideia de nos levar num beco, onde provavelmente havia gente vendendo e usando drogas apesar de eu não ter visto isso. Ele disse que ali havia uma festa, que já havia estado ali. Andamos pela calçada, descemos umas escadinhas e entramos num beco sem saída. Perfeito. Muito bom para quem estava congelando a temperatura negativa às 3 da matina. Enfim, não achamos a festa e demos o fora, pois uns turcos começaram a falar entre eles, eu fiquei espiada, os outros brasucas também, e daí forçamos os gringos a vazarem conosco.

Não satisfeitos, seguimos para o S-Bahn. Descemos em Alexander Platz e acabamos por entrar numa festa chamada Weekend. Eu já sabia que era uma porcaria, pois havia lido sobre na internet. Como não saí de casa para perder a noite, entrei. 12 euros. Facada. Mais 1,5 euros para guardar os casacos. Comprei uma bebida, dei uma volta, a música parecia sempre a mesma coisa. Acho que esqueceram no repeat. Fetsa estranha com gente esquisita entrando de casal no banheiro para fazer sei lá o quê. Dancei uma meia hora, bebi meu Moscow Mule (aquela bebida que eu comentei sobre em outro post de vodca com ginger bier) e larguei fora. Estava frio, eu estava com dor nas costas de caminhar (#fernandavelha) e queria aproveitar meu sábado.

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O primeiro dia no die tageszeitung – parte 2

Após almocar com a Doris, meu contato aqui, tudo ficou mais claro. Adquiri um cartão na cantina, que custa 7 euros reembolsáveis, para consumir qualquer coisa com preco de funcionário, ou seja, 50% de desconto. Ainda não tenho meu próprio login e estou me auto-pautando. Amanhã acontecem duas coisas importantes por cá: um evento da Embratur de apresentacão da Copa no Brasil para os alemães e a abertura da ITB, onde estará Angela Merkel, às 18h. Já consigo me imaginar berrando: “Angela, sprechen mit mir! Ich komme aus Brasilien!” Penso também em aplicar um “wir lieben dich” para conseguir trocar uma palavrinha. No entanto, já sei que vai ser difícil pacas e vai haver centenas (ou milhares) de jornalistas lá.

Meu chefe não está hoje. Mas a subeditora, que chama-se Beate, é bem simpática, apesar de não ter me dado trabalho. A rotina de redacão é um bocado diferente cá. Para comecar o die Taz não é um jornal comum. É uma cooperativa jornalística que se auto-denomina independente e “contrária aos grandes monopólios que atuam sobre a opinião pública”, ou seja, são um tanto quanto “inimigos” da Axel Springer, o maior conglomerado de mídia alemão, que fica logo aqui, dobrando a esquina.

Além da cafeteria, que serve um almoco delicinha por apenas 4 euros, há uma cozinha no jornal, com microondas. Há café, chá, achocolatado e leite disponível para os jornalistas. Como o jornal fica ao lado de um dos mais badalados pontos turísticos de Berlim, é provável que comer em outros restaurantes seja mais caro. Aliás, eu só paguei 4 euros pq trabalho aqui, senão pagaria o preco normal: 8 euritos. Uma coisa engracada é que alguns gostam de escrever de pé. Isso mesmo. As mesas são ajustáveis para ficar sentado ou trabalhar em pé. Entretanto, a minha mesa é um bocado mais antiga e só posso ficar sentada criando barriga 😛

Pedi gentilmente para que todos falem comigo apenas em alemão. Acaba sendo normal às pessoas me responderem em ingles, já que eu pareco uma analfabeta falando alemao. Mas isso vai melhorar. Já estou bem melhor se comparar com meu primeiro dia em Berlim. Aliás, uma dúvida que não quer calar: BerliM ou BerliN?

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