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taz Café

Antes do meu primeiro dia de trabalho no taz, visitei a Rudi-Dutschke-Straße para me localizar. Queria saber o que havia por perto do local que trabalharia. Tudo bem que eu já tinha observado a rua diversas vezes pelo Google Street View, mas pessoalmente a impressão é sempre outra. Queria ainda saber onde ficava exatamente o Mc Donalds nas cercanias do Check Point Charlie, que, por sua vez, fica ao lado do prédio do taz. Essa primeira visita aconteceu no primeiro sábado do mes de marco.

Na segunda, quando iniciei no jornal, a Doris, responsável pelos jornalistas visitantes, estagiários e voluntários do taz, me explicou: “Tu pode fazer o cartão do taz Café e comer sempre pela metade do preco do menu.” O cartão custou-me 7 euros, retornáveis quando eu for embora, no caso, na sexta-feira agora :/ A comida sai mesmo sempre pela metade do preco. O cardápio conta todos os dias com 5 opcões: uma salada, uma sopa, prato vegetariano, não-vegetariano e sobremesa. NUNCA repetiu-se. Para funcionários do taz, salada e sopa saem por 1,5 euro, prato vegetariano por 3,5, o com carne-peixe-ou-frango por 4 euritos e a sobremesa a 1,5. As bebidas seguem o preco da carta normal. No comeco, eu sempre tomava Afri-Cola, equivalente a Coca-Cola, sóquenão. Há mais ou menos um mes, comecei a beber o que os alemães bebem: Apfelschorle. Suco de maca e água com gás. Lecker!

Abaixo seguem algumas fotos randomicas do que servem no taz Café.

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O primeiro dia no die tageszeitung – fotos

Apesar da fachada antiga, tudo aqui é dentro é super colorido. Me parece mais uma daquelas oficinas de arquitetos que a gente ve nos filmes. Acho que a intencão é instigar a criatividade e é exatamente assim como eu me sinto aqui dentro: livre para criar e delirar em qualquer coisa que eu queira jornalisticamente fazer. O muro passava logo no meio da rua, isso assusta um bocado. Se parar para pensar, há uns 20 anos, eu olharia pela janela e veria pessoas do outro lado, com as quais nunca poderia conversar. A foto foi tirada no sábado, quando passei por aqui para conhecer as redondezas e decidir o caminho mais fácil e rápido para chegar. Afinal, em Deutschland temos que estar immer pünkitlich!

die tageszeitung ou, apenas, taz

die tageszeitung ou, apenas, taz

O café alemão está mais para um chafé, mas, enfim, a terceiro-mundana aqui já tomou umas quatro canecas sem acucar. O legal da cafeteria-cozinha é que a gente faz umas amizades, fica ali conversando, tem uns pufes e sofazinhos para ler jornal, etc e etc. Eu estou me apresentando para todo mundo como “die brasilianerin”. A Doris me deixou claro que eu estou fazendo um estágio, mas não sou como os demais estagiários que ainda est+ao na faculdade. Vou ralar!

Café, chá, leite e achocolatada grátis para os jornalistas do taz

Café, chá, leite e achocolatada grátis para os jornalistas do taz

Tem cartaz de mulher pelada colado na parede :O Tem! E a capa do Bild com a foto do Papa ao lado? Sim! A capa do Bild nesse dia, quando o ex-papa (?) tornou-se papa (ou, posso dizer que “tomou posse”?) dizia: “Nós somos papas!”. Sabe como foi a capa do taz nesse dia? Toda preta, com apenas uma frase, escrita com letras brancas: “Oh, mein Gott” (Oh, meu Deus!). Eu cheguei a mostrar para os meus colegas do Correio do Povo, no início de fevereiro quando o papa pediu demissão, a capa que o taz publicou: “Gott sei Danke!” escrito em preto, com fundo branco. Gott sei Danke = Gracas a Deus. Pois é. Jornalismo foda (no bom sentido) por aqui.

O das Bild é concorrente, mas há duas páginas dele coladas na sala de reuniões do taz

O das Bild é concorrente, mas há duas páginas dele coladas na sala de reuniões do taz

O das Bild, aliás, é um dos jornal que inspirou o Diário Gaúcho. Curto e grosso, bastante polemico. Uma boa dose de sangue, mulher pelada e futebol. Parece-me uma boa receita para acarretar certa faixa de leitores. Apesar do Bild ser uma espécie de concorrente do taz, nós (aqui eu estou me incluindo como jornalista desse veículo alemão hehe) nada temos a ver com eles. O taz opina mais, tem textos mais longos e nada porno. Aliás, um dos diretores da Axel Springer com quem me reuni disse-me que a dosagem de mulher pelada diminui no Bild: menos apelacão, mais informacão.

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O primeiro dia no die tageszeitung – parte 2

Após almocar com a Doris, meu contato aqui, tudo ficou mais claro. Adquiri um cartão na cantina, que custa 7 euros reembolsáveis, para consumir qualquer coisa com preco de funcionário, ou seja, 50% de desconto. Ainda não tenho meu próprio login e estou me auto-pautando. Amanhã acontecem duas coisas importantes por cá: um evento da Embratur de apresentacão da Copa no Brasil para os alemães e a abertura da ITB, onde estará Angela Merkel, às 18h. Já consigo me imaginar berrando: “Angela, sprechen mit mir! Ich komme aus Brasilien!” Penso também em aplicar um “wir lieben dich” para conseguir trocar uma palavrinha. No entanto, já sei que vai ser difícil pacas e vai haver centenas (ou milhares) de jornalistas lá.

Meu chefe não está hoje. Mas a subeditora, que chama-se Beate, é bem simpática, apesar de não ter me dado trabalho. A rotina de redacão é um bocado diferente cá. Para comecar o die Taz não é um jornal comum. É uma cooperativa jornalística que se auto-denomina independente e “contrária aos grandes monopólios que atuam sobre a opinião pública”, ou seja, são um tanto quanto “inimigos” da Axel Springer, o maior conglomerado de mídia alemão, que fica logo aqui, dobrando a esquina.

Além da cafeteria, que serve um almoco delicinha por apenas 4 euros, há uma cozinha no jornal, com microondas. Há café, chá, achocolatado e leite disponível para os jornalistas. Como o jornal fica ao lado de um dos mais badalados pontos turísticos de Berlim, é provável que comer em outros restaurantes seja mais caro. Aliás, eu só paguei 4 euros pq trabalho aqui, senão pagaria o preco normal: 8 euritos. Uma coisa engracada é que alguns gostam de escrever de pé. Isso mesmo. As mesas são ajustáveis para ficar sentado ou trabalhar em pé. Entretanto, a minha mesa é um bocado mais antiga e só posso ficar sentada criando barriga 😛

Pedi gentilmente para que todos falem comigo apenas em alemão. Acaba sendo normal às pessoas me responderem em ingles, já que eu pareco uma analfabeta falando alemao. Mas isso vai melhorar. Já estou bem melhor se comparar com meu primeiro dia em Berlim. Aliás, uma dúvida que não quer calar: BerliM ou BerliN?

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