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Do 40 a um 36 (que cai!) em 3 meses

Eu não tenho balanca para saber quantos quilos perdi nesses tres meses de Alemanha, mas, tenho a certeza de que estou mais leve. Come-se melhor do lado de cá do Atlantico. Os alemães sabem muito bem preparar uma salada que substitui perfeitamente um churrasco. As coisas tem molho, tem mais sabor.

Meu café da manhã de todos os dias foi um doce. Daqueles grandes, suculentos. Sempre com alguma fruta misturada, pois não gosto do gosto de doce em excesso. Pessego, Kiwi, morangos, johannesbeeren. Sim: JOHANNESBEEREN, minha fruta preferida, que tem nome de gente e só existe na Alemanha.

O almoco sempre foi no taz Café. Tudo bem, admito que nem sempre: Nos primeiros dias, eu visitava o Mc Donalds do Check Point Charlie com extrema frequencia, pois a comida biológica me fazia mal. Eu até reclamava. Além de bio, tudo é hiper Scharf (apimentado). Os alemães curtem uma pimenta. Meu estomago não gostava muito, mas agora já se acostumou. Um dia, um colega perguntou: “Tu não tem o cartão do taz Café para comer ali com desconto?”. Eu disse que tinha, mas curtia hambuger-batata-cola. Hoje me embrulha o estomago só em pensar em comer alguma coisa como “salgados” ou “folhados”. Batata-frita? Nem sei mais o que é isso. Aliás, sei. E tem gosto de nada.

Eu garanto: Para passar do manequim 40 para o 36 (que cai, pois deveria ser 34!) em tres meses, basta comer direito e caminhar. Caminhar demais. A percepcão de longe e perto muda em Berlim. Tudo é longe, mas fica logo ali. Dá sempre para ir a pé. De casa pro trabalho, de transporte público, com tres conexões, levo 40 minutos. A pé deve dar uma hora e meia. Não faz tanta diferenca, sinceramente. Perdi a conta das vezes que fui caminhando para casa após expediente.

Mas aqui dá para caminhar. Posso voltar às 4 da manhã para casa caminhando na neve com a rua deserta e tenho certeza que ninguém vai me fazer algum mal. Vou me sentir um passarinho engaiolado que se alimenta de racão quando voltar. É triste, mas é real.

E, quem caminha o dia inteiro, queima os doces que consome pela manhã 🙂

Erdebeerenplunden

Erdebeerenplunden

Na Kamps

Na Kamps

O meu preferido: Johannessbeere

O meu preferido: Johannessbeere

Da padaria ali perto de casa :)

Da padaria ali perto de casa 🙂

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taz Café

Antes do meu primeiro dia de trabalho no taz, visitei a Rudi-Dutschke-Straße para me localizar. Queria saber o que havia por perto do local que trabalharia. Tudo bem que eu já tinha observado a rua diversas vezes pelo Google Street View, mas pessoalmente a impressão é sempre outra. Queria ainda saber onde ficava exatamente o Mc Donalds nas cercanias do Check Point Charlie, que, por sua vez, fica ao lado do prédio do taz. Essa primeira visita aconteceu no primeiro sábado do mes de marco.

Na segunda, quando iniciei no jornal, a Doris, responsável pelos jornalistas visitantes, estagiários e voluntários do taz, me explicou: “Tu pode fazer o cartão do taz Café e comer sempre pela metade do preco do menu.” O cartão custou-me 7 euros, retornáveis quando eu for embora, no caso, na sexta-feira agora :/ A comida sai mesmo sempre pela metade do preco. O cardápio conta todos os dias com 5 opcões: uma salada, uma sopa, prato vegetariano, não-vegetariano e sobremesa. NUNCA repetiu-se. Para funcionários do taz, salada e sopa saem por 1,5 euro, prato vegetariano por 3,5, o com carne-peixe-ou-frango por 4 euritos e a sobremesa a 1,5. As bebidas seguem o preco da carta normal. No comeco, eu sempre tomava Afri-Cola, equivalente a Coca-Cola, sóquenão. Há mais ou menos um mes, comecei a beber o que os alemães bebem: Apfelschorle. Suco de maca e água com gás. Lecker!

Abaixo seguem algumas fotos randomicas do que servem no taz Café.

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O restaurante do Daniel Brühl

Apesar de morar em Prenzlauer Berg em Berlin (by the way, meu vizinho!), Daniel Brühl tem um restaurante em Kreuzberg. Talvez isso não diga muito para quem não conhece Berlin direito, mas há uma IMENSA diferenca entre os dois bairros. O primeiro ficava na antiga Alemanha Oriental, já Kreuzberg estava do outro lado do muro. Prenzlauer tem um estilo diferente. É mais chic. Cheio de casais jovens com a primeira cria. O bairro dos Yuppies, dos estrangeiros. Lotado de cafés – daqueles com mesinhas nas ruas – e lojinhas de pequenos estilistas. Prédios mais novos, já que os antigos sucumbiram com a guerra. Kreuzberg é trash. Mais cool. As ruas não são tão limpas tampouco iluminadas. Bairro de turcos, apesar de ter ficado caro demais para eles lá viverem. Os prédios velhos estão de pé ainda, a maioria, mal conservado. Quer comer kebab de verdade? Kreuzberg. Procura festa underground? Kreuzberg. Enfim, para quem quer conhecer o restaurante do Brühl, tem que ir até lá.

Para quem não o conhece, cabe uma pequena apresentacão: Daniel Brühl é meio alemão, meio espanhol. Tem uma casa em Berlin, outra em Barcelona – talvez por isso que eu ainda não tenha topado com ele na rua, pois deve estar fungindo do frio berlinense. Trabalha como ator. Fez vários filmes alemães, entre eles “Adeus, Lenin” e “Os Edukadores”. Estava também no penúltimo filme do Tarantino: Inglourious Basterds. Ele era aquele soldado alemão que assassinou uma cambada de norte-americanos durante os tres dias em que estava preso em uma torre. Daí, no filme fazem um filme sobre ele (cuidado, spoiler a seguir!), que passa no cinema que pega fogo, mas ele morre antes disso, porque a judia dona do cinema o mata e blábláblá. Enfim, creio que ele é melhor ator do que outros atores alemães famosos por aí tipo Til Schweiger.

Para quem conhece Brühl, fica a dica: Ele tem um restaurante espanhol em Berlin. Como já mencionado, fica em Kreuzberg e serve somente tapas. Tem frio e quente. Tem cerveja espanhola. Vinho de Espanha também. O nome é Bar Raval. Se voce estiver com muita-muita fome, não vá. As porcoes são pequenas e relativamente caras, se comparar ao preco da comida em outros restaurantes de Berlin. Um dos mix de tapas – tanto o quente, quanto o frio – sai por cerca de 12 euros. Serve bem duas pessoas. Uma garrafa de vinho fica por cerca de 20 euros. Os atendentes falam espanhol, aliás, devem ser todos de Espanha. Melhor fazer reserva no site do Bar Raval antes ir. Até mesmo na quarta-feira tem que ter sorte para conseguir uma mesa sem reserva.

O dono (infelizmente) não estava lá. Ponto negativo.

Nota geral? 6,5. Já comi tapas melhores (em Espanha, é claro), mas vale a visita. Conforme já dito, há melhores opcoes para comer na cidade – mais baratas também (apesar que gastei 12 euros e isso não é lá grande coisa: em Porto Alegre, com certeza, saíria mais caro).

Servico:

Bar Raval
Lübbener Straße 1
Kreuzberg
U-Bhf. Schlesisches Tor

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