Tag Archives: Correio do Povo

Artigos no taz

Eu tive que voltar para o Brasil para conseguir publicar artigos no taz. Eu cheguei a escrever quatro ou cinco artigo enquanto estava em Berlin, mas meus textos sempre acabavam servindo de embasamento para as matérias dos colegas e nunca publicados na íntegra. Enfim, quanto estava lá, fiz trabalho de correspondente para meu jornal daqui, o Correio do Povo. Agora que estou aqui, o caminho se inverteu.

Os dois artigos, um do dia 16 de junho e outro do dia 30 de junho, podem ser conferidos online. Clica nos links abaixo 😉

“Prostitutas aprendem línguas estrangeiras”, taz, 16 de junho de 2013.

Prostituierte lernen Fremdsprachen

“A cada dia, novas visualizações”, taz, 30 de junho de 2013.

Jeden Tag neue Aufrufe

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A mulher mais poderosa do mundo

Antes da Forbes divulgar o ranking, eu já tinha certeza. Aliás, essa matéria com Angela Merkel já estava pronta desde o começo de Maio com o mesmo título desse post: A mulher mais poderosa do mundo. Publicado hoje, 2 de junho, no Correio do Povo, o texto original sofreu algumas modificações: Tinha que ficar mais com cara de jornal e menos de revista. Nada de cortes, só “mexes”.

Meu principal objetivo durante o IJP era entrevistar Angela. Não consegui. Nada mais óbvio. Mas tive a chance de entrevistar Steffen Seibert, porta-voz do governo alemão (olha esse post aqui). O rápido bate-papo com Seibert serviu para confirmar a pesquisa que eu fiz por mais de um mês, que resultou nesse texto.

Correio do Povo, 2 de junho de 2013, página 8

Correio do Povo, 2 de junho de 2013, página 8

Cheguei a ir à casa de Angela um dia especialmente para fotografar. Claro que perdi as contas de quantas vezes passei por aquele prédio amarelo em frente ao Spree, mas só arrisquei fazer fotos uma única vez. Tem mesmo guardas cuidando a movimentação na calçada. Implicam até se você ficar muito tempo parada apenas observando. Reclamações, é claro, sem agressividade: Tudo mais em tom de sugestão do que ordem.

No e-mail que havia enviado para meus chefes com essas fotos, quando ainda estava na Alemanha, escrevi: “Fotos da casa de Merkel em anexo. Quase fui presa!”. Foi engraçado ler isso novamente e lembrar-me do dia que estive lá. Saí mais cedo do trabalho, estava nublado e querendo chover. Aproveitei que os guardas estavam de papo com a garçonete de um bar na esquina do prédio e fui conferir a campainha. Estava lá: Prof. Dr. Sauer, o marido de Angela.

Na fileira da esquerda, o sexto botão de baixo para cima é o da casa dela

Na fileira da esquerda, o sexto botão de baixo para cima é o da casa dela

Os guardas logo viram que eu estava ali nos botões futricando e começaram a caminhar na minha direção. Atravessei a rua e fiquei com cara de paisagem encostada na grade de proteção que interdita um pedaço da calçada à margem do Spree: Estão construindo uma nova entrada para o Museu do Pérgamo.

Fiz mais algumas fotos, quando um dos guardas cruzou a rua. Ele nem precisou falar para me intimidar. Dei uns passos para trás e fotografei o museu para disfarçar. Acontece que eu poderia dizer que sou jornalista e estava fazendo uma matéria blábláblá. Mas como eu não achei muitas fotos da casa de Angela Merkel na internet, me coloquei a pensar: Será que a mídia não tem interesse em publicar isso ou é tão difícil de conseguir uma autorização para as fotos que desistem?

Preferi não indagar o guarda. Dei uma disfarçada, fiz mais algumas fotos e segui meu rumo.

O prédio amarelo é o dela

O prédio amarelo é o dela

As obras na calçada do outro lado da rua. Da janela de casa, Angela enxerga o Spree e a Ilha dos Museus de Berlin

As obras na calçada do outro lado da rua. Da janela de casa, Angela enxerga o Spree e a Ilha dos Museus de Berlin

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Correio do Povo: “A nova queda do Muro de Berlim”

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March 31, 2013 · 9:14 am

Correio do Povo: “Protestos contra deputado em Berlim”

O vento estava forte, e eu nunca tinha sentido um dia tão frio em Berlim. Sábado foi punk. Mas mesmo com a mão cortada, que decidiu não parar de sangrar, fui espiar o protesto brasileiro contra o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Camara, o deputado federal Marco Feliciano. Os cartazes coloridos tinham frases bem interessantes em portugues, ingles e alemão. Adorei um que dizia: “Estou aqui, mas voto lá”. Quem vive fora também tem que ter nocão do que está acontecendo em seu país.

A pequena matéria está publicada no Correio do Povo de hoje, segunda-feira, 25 de marco. Página 4, juntinho ao meu povo da Política 🙂

CP, 25 de marco, pg. 4

CP, 25 de marco, pg. 4

Fiz mais algumas fotos:

A foto que os manifestantes denominaram como "oficial"

A foto que os manifestantes denominaram como “oficial”

Mais dois cartazes

Mais dois cartazes

O engracado é que esse tipo de protesto acaba chamando atencão da turistada brasuca que passa. Acabei conhecendo duas meninas de Santa Catarina (beijo Elisa e Marina!) e acabamos fazendo um mini-tour-congelante pela Unter den Linden após o ato. Outra brasileira que conheci aqui, a Julie, nos acompanhou. As meninas, que vivem em Londres há dois meses, disseram que o frio de Berlim é o pior que já enfrentaram na vida! Olha, ou eu já me acostumei a essa geladeira humana todo ou sou muito destemperada. Para mim, o pior sempre foi a umidade, em especial, a de Porto Alegre. Frio seco? Delícia!

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Correio do Povo: “Museu rememora os horrores do nazismo”

Visitei o “Topographie des Terrors” sem imaginar que poderia publicar algo sobre o museu. Eu estava com um pouco de dores por causa dos problemas no joelho e não pude caminhar por muito tempo. Disse ao amigo que estava comigo que iria sentar um pouco. Acabei por perguntar na recepção se havia assessor de imprensa, e ele veio prontamente me atender. Conversamos um pouco sobre o museu, e achei que valia a pena escrever sobre. Marcamos a entrevista para o dia seguinte, quarta-feira, 20 de março, às 15h.

Foi assim que nasceu o texto abaixo, publicado na edição desse domingo do Correio do Povo. As fotos foram feitas na sexta-feira, 22.

CP, 24 de março, pg. 7

CP, 24 de março, pg. 7

Servico:

Topographie des Terrors
Niederkirchnerstraße 8 (muito perto do Check Point Charlie)
10963 Berlin
Aberto todos os dias das 10h às 20h
Entrada gratuita

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Correio do Povo: “Brasil busca turistas europeus em Berlim”

Fui duas vezes na ITB. A primeira foi na quinta-feira a tarde, para reconhecer o terreno. Circulei um bocado pelos estandes da América Latina, vi os Estados Unidos e alguma coisa da Polônia. Aquilo lá é enorme, é como uma viagem através do planeta. Combinei com um amigo de encontrarmos na porta. Acontece que ele estava me esperando na saída sul, enquanto eu estava na leste. Precisei pegar um shuttle para chegar até onde ele estava. Peguei a carona e ainda caminhei um bocado! Quinta foi dia de pensar na pauta: eu estou escrevendo para o taz sobre os preparativos brasileiros para a Copa de 2014. Quis aproveitar para enviar um texto ao Correio do Povo também, já que não é sempre que se tem tanta movimentação brasuca na Alemanha em uma mesma semana: na terça-feira já havia acontecido o “Goal to Brasil”.

Deixei marcada uma entrevista com um dos diretores da Embratur para a manhã de sexta. Cheguei (como sempre!), pontualmente às 10h30. Melhor: cheguei cinco minutos antes. A assessora de imprensa ainda não estava lá. Fiquei esperando uns minutos até uma moça da recepção do estande me informar que o diretor só falaria comigo depois das 11h ou, até mesmo, depois disso. Às vezes tenho a impressão que as pessoas tão de brincadeira com a minha cara, até porque, se aqui (no blog ou na vida) eu fizer uma crítica do tipo “brasileiros não respeitam horários nem combinações” vão me achar de chata (ou chamar de metida). Enfim, sentei, tomei um cafezinho e a assessora chegou. Contei para ela que uma menina tinha me dito. Nalan, uma alemã de origem turca, foi logo me dizendo, auf Deutsch: “Deve estar havendo algum engano. Eu vou resolver isso”. Em menos de cinco minutos, ela, de fato, resolveu.

A entrevista com o Marcelo Pedroso, da Embratur, ocorreu numa salinha reservada, no centro do estande brasileiro na ITB. Em mais ou menos meia hora de conversa, escutei muito sobre o significado da Copa para o Brasil. Cheguei a conclusão que, apesar dos pesares – e de se tratar, basicamente, de “just business” para a maioria dos envolvidos -, ser escolhido para recepcionar o evento foi a melhor coisa que poderia ter acontecido para nós, brasileiros. Se não fosse assim, teríamos aeroportos reformados só em 2030, e melhorias no transporte público em 2049. Sem contar no aumento da cultura do povo – sim, porque a Copa vai fazer muita gente cair na real e perceber que o mundo é muito maior do que o Brasil.

Pedroso me disse uma coisa que achei fenomenal. Ele ouviu isso de um jornalista que o entrevistou há alguns meses. “É claro que a Copa no Brasil não vai ser como a Copa na Alemanha. Se fosse assim, não teria graça.” Certamente teremos alguns problemas, o que é típico do nosso país. Mas, convenhamos, vai ser divertido. Muito divertido. Até vou curtir a narração do Galvão Bueno na TV! (Em 2010, assisti a Copa de Portugal e achei horrível. Os narradores são péssimos e não há aquela emoção, preparação pros jogos. No Brasil, a gente faz pipoca, canta o hino, fica quietinho quando o jogo está para começar. Grita, berra, tumultua. Uma energia que eu não encontrei em outros lugares pelos quais circulei no mundo…) Creio que herdaremos muito do que lamentações da Copa de 2014. Será mais do que um mero desenvolvimento para o país. Será uma evolução.

A matéria sobre a participação brasileira na ITB foi publicada no Correio do Povo de hoje. Página 5.

CP, 10 de março de 2013, pg. 5

CP, 10 de março de 2013, pg. 5

Falou espaço no jornal para publicar o resto da entrevista com Marcelo Pedroso, diretor de Mercados Internacionais da Embratur. Achei que valia a pena colar aqui no blog. Gosto muito da fala dele ao final da matéria, onde cita as “chavinhas”, e também quando diz que “o Brasil não é uma praia com uma palmeira espetada” 🙂

Sobre a meta ousada de 10 milhões de turistas internacionais em 2020, Pedroso explica: “O nosso objetivo é que essa curva de crescimento de turistas internacionais se mantenha sustentável depois da Copa. Eventos internacionais dessa magnitude geram para os destinos que são seus receptores a capacidade de ampliar e mudar o perfil de seu público.”, Ele cita como exemplo o aumento do fluxo turístico em Barcelona, proporcionado pelas Olímpiadas de 1992. “Barcelona tinha um perfil de público limitado que com os jogos olímpicos ampliou-se e que continua a crescer. Eles aumentaram o turismo corporativo, que tem um perfil de gasto muito maior do que o de lazer.”

Para ele, a Copa deixará não só um legado esportivo, como também uma infraestrutura turística, a serviço da população e dos visitantes. O mais importante, no entanto, será o legado de imagem. “Nós estamos ligados muito a sol e praia, a samba e a futebol. Em qualquer lugar do mundo que você fale ‘eu sou brasileiro’ automaticamente as pessoas acham que você sabe sambar e jogar futebol. Eles acham que nós nascemos sambistas, porque essa foi a imagem que o Brasil projetou.” Pedroso ressalta que essa imagem do “país do samba e do futebol” é antiga e precisa ser alargada. “Quando o estrangeiro fala em samba, relaciona com o estilo projetado por Carmen Miranda na década de 30 do século passado. Se falam de futebol, citam o Pelé. Tudo que aconteceu depois é recall dessa projeção que tivemos no passado.”

Um dos objetivos da Embratur na ITB é convencer os estrangeiros de que o Brasil não é um país exótico. A mudança da visão do Brasil no exterior serviria como um gancho para alavancar o número de turistas nos próximos anos. “O Brasil não é uma praia com uma palmeira espetada. Nós somos muitos mais do que isso. Somos um país ocidental, moderno, com arquitetura, design e tecnologia. Esse Brasil tem que ser apresentado e incorporado na visão na visão dos estrangeiros“, ressalta Pedroso.

Ele relata que o grande questionamento feito pelas cidades que não sediarão os jogos da Copa é de como angariar turistas durante o evento. O diretor da Embratur, no entanto, salienta: “O nosso grande foco não devem ser os turistas da Copa, que são pessoas apaixonadas pelo evento e guardam dinheiro durante quatro anos para participar. Temos que nos preocupar com os jornalistas internacionais que vem ao Brasil.” Segundo Pedroso, mais de 30 mil jornalistas estrangeiros já estão cadastrados para desembarcar no Brasil em 2014. “Essas cidades que não são sede tem que saber buscar os jornalistas e se divulgar. Assim, vão existir no mundo. Quem tiver a melhor capacidade de fazer isso, vai se sair melhor.”

A cobertura internacional do país durante o evento é um dos eixos
estratégicos do Ministério do Turismo para multiplicar o número de turistas estrangeiros. O governo federal aposta que as reportagens divulgadas no exterior durante o evento serão positivas, mostrando a diversidade brasileira, e não os problemas. “A Copa vai acontecer de qualquer forma, porque, para o Brasil, é um evento, mas para a Fifa é um negócio. Depois que acabar a Copa, a Fifa desliga a ‘chavinha’ Brasil e liga a da Rússia. Temos que aproveitar o momento.”

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Correio do Povo: “Para alemão ver”

Hoje foi publicada no Correio do Povo minha primeira matéria escrita na Alemanha. Participei da coletiva de abertura do evento “Goal to Brasil” aqui em Berlin, em um centro de conferencias em frente ao Brandenburger Tor. Agradeco aos colegas do Correinho. E agradeco em especial a quem colocou as cedilhas e os tils no devido lugar, já que meu deutsch-teclado não conta com tal possibilidade 🙂

CP, 6 de marco de 2013, pg. 26

CP, 6 de marco de 2013, pg. 26

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